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Hospital de olhos Santa Beatriz

Cirurgia de Catarata

Conheça um pouco mais sobre essa patologia e por que ela atrapalha a execução de atividades cotidianas, como ler ou dirigir.

Só no Brasil, temos aproximadamente 1,5 milhões de pessoas com cegueira causada por catarata e apenas 350 mil cirurgias são realizadas por ano.

DEFINIÇÃO

 

A catarata é definida como a opacidade da lente natural do olho.  Geralmente age de maneira progressiva e seu primeiro sintoma é a diminuição da acuidade visual.

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CAUSAS

Na maioria dos casos, a catarata é causada por uma mudança de composição química que provoca a opacidade do cristalino. Essa mudança pode ocorrer por diversos fatores.

TIPOS DE CATARATA:

(SENIL) O processo normal de envelhecimento pode causar um endurecimento do cristalino, tornando-o opaco. Esse tipo de catarata é o mais comum e pode ocorrer a partir dos 50 anos de idade.

(CONGENITA) Esse tipo de catarata é normalmente consequência de um processo hereditário ou desenvolvido durante a gestação, afetando o feto (bebê), devido a algum problema embriológico.

(TRAUMÁTICA) Pode ocorrer quando o olho sofre algum tipo de lesão grave, como uma ferida ocular.

(SECUNDÁRIA) Certas doenças, como o diabetes, podem causar esse tipo de catarata. Geralmente, ela não apresenta sinais externos em seus estágios iniciais. Ao notar qualquer embaçamento, a pessoa deve procurar imediatamente seu oftalmologista.

(CURIOSIDADE) Quando a catarata causa alguma perda na visão, intervindo no trabalho ou na vida cotidiana da pessoa, está na hora de extraí-la.

  A cirurgia de catarata tem alto índice de sucesso; mais de 99% dos pacientes operados recuperam a visão. Além disso, a maioria das cirurgias é realizada com anestésico local, evitando maiores desconfortos ao paciente.


TRATAMENTO

Uma vez formada, o único tratamento existente e eficaz para a catarata é a sua extração cirúrgica.

Hoje, a cirurgia é feita de forma personalizada, conforme o perfil clínico e os hábitos de cada paciente. O procedimento consiste na utilização de um aparelho de ultrassom que dissolve e aspira o cristalino para que, em seu lugar, possa ser implantada uma lente intraocular que será permanente, o que torna a escolha da lente um fator de grande importância.

As técnicas conhecidas para a realização da cirurgia de catarata são a facectomia extracapsular ou a facoemulsificação. Exames pré-operatórios fazem-se necessários para determinar o grau da lente intraocular que será implantada, bem como a melhor técnica e os materiais a serem utilizados na cirurgia. Os resultados cirúrgicos geralmente são satisfatórios e, no pós-operatório, faz-se acompanhamento prolongado, com uso de medicamentos específicos e de lentes refrativas.


COMO FUNCIONA A CIRURGIA DE CATARATA?

A cirurgia de catarata (Facectomia) é realizada visando à recuperação total do olho afetado, mas o nível de recuperação visual vai depender da existência ou não de doenças, de alterações de outras estruturas oculares associadas à catarata (doenças da córnea, doenças da retina e do nervo óptico, principalmente) e, igualmente, da magnitude dos riscos e complicações que podem ocorrer durante e após qualquer cirurgia.


Essa é uma simulação do procedimento cirúrgico que remove, com o auxílio de um equipamento específico, a catarata. Esse tipo de procedimento traz as seguintes vantagens: menor tempo de cirurgia, menor incisão cirúrgica, menos ‘’pontos’’ e a possibilidade de se implantar lentes intraoculares (LIO) dobráveis, reduzindo, assim, o risco de infecções.

   


Na cirurgia de catarata (Facectomia) faz-se necessária a abertura do globo ocular do paciente, e isso expõe o olho a riscos de hemorragias e infecções. O trauma cirúrgico, mesmo sem intercorrências, pode levar às seguintes complicações em olhos predispostos: retinianas (edemas, hemorragias e descolamento de retina) e corneanas (lesões endoteliais, edemas), processos inflamatórios (uveítes) e glaucoma. A implantação da lente intraocular – parte do procedimento padrão – pode não ser possível ou aconselhável, caso haja risco de complicações que comprometam o olho e diminuam a possibilidade de recuperação da visão.

CATARATA POR FACOEMULSIFICAÇÃO


O primeiro procedimento, antes da cirurgia, consiste na colocação dos blefaros cirúrgicos. O processo é, então, iniciado com a cobertura do rosto do paciente com um campo adesivo, que isola seu globo ocular.


A cirurgia é feita através de uma pequena incisão de aproximadamente 2,8 mm. Por essa abertura é introduzida a ponta do ultrassom, de onde é retirada a catarata e, posteriormente, é colocada a lente intra-ocular.

 

A lente colocada no olho é feita de um material flexível, dobrável, o que facilita sua introdução pela minúscula incisão que foi feita anteriormente e a sua colocação sobre uma fina membrana, no exato local onde estava a catarata. Esses procedimentos possibilitam uma visão adequada.

Em alguns casos, meses após a cirurgia, pode ocorrer embaçamento da visão. No entanto, a grande maioria dos casos é facilmente resolvida com a aplicação de raios laser na membrana que sustenta a lente. Essa aplicação é realizada no consultório e é indolor.

LENTES INTRA OCULARES

Quando falamos em cirurgia de catarata, não podemos esquecer as diversas opções de lentes intraoculares existentes no mercado. Assim,  é muito importante que o paciente escolha, com atenção, a lente que o agrada.

As monofocais, por exemplo, podem corrigir a visão para longe. Já para quem utiliza um monitor de computador para trabalhar ou exerce alguma outra atividade que exija muito da visão, as mais adequadas são as multifocais, que podem permitir boa visão de perto e de longe. Além disso, as multifocais apodizadas auxiliam as pessoas que conduzem automóveis no período noturno, pois reduzem a visão de glare ou halos de luz, e tem proteção ultravioleta.


As lentes multifocais permitem também a correção de miopia (dificuldade para enxergar de longe) e hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto), sendo mais eficientes no segundo caso. Não são indicadas para aqueles que passaram por uma cirurgia refrativa, para portadores de catarata madura, degeneração macular, alguns tipos de retinopatia, retinopatia diabética e doenças corneanas, e para pessoas que já tenham implantado lente monofocal em um dos olhos.

ANESTESIA

Como o paciente deve se preparar para a anestesia?

É fundamental que o paciente e sua família informem ao anestesista sobre o histórico de saúde do paciente: seus hábitos, problemas de saúde, todos os remédios que toma ou tomou antes da cirurgia. Além disso, é importante que o anestesista tenha conhecimento se o paciente possui alergia a algum medicamento e se já teve alguma experiência  com o uso de anestesia antes.

A existência de algumas doenças é fato relevante para o conhecimento do anestesista, portanto não deixe de informar se tem ou já teve doenças como: asma, diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca. O paciente deve perguntar ao anestesista que tipo de anestesia ele irá utilizar e esclarecer dúvidas, caso existam. Isso ajuda o paciente a se sentir mais seguro e tranquilo para a cirurgia.

 Antes da anestesia, o paciente deve suspender os medicamentos que costuma tomar?

Raros são os medicamentos que necessitam ser temporariamente suspensos antes da cirurgia, mas essa decisão é exclusiva do médico oftalmologista, que será orientado por um cardiologista quanto ao risco cirúrgico do paciente.

O uso de qualquer entorpecente ou bebida alcoólica é inadequado e pode ser um fator negativo para o sucesso da cirurgia.

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