Cirurgias Conjuntivais
São cirurgias realizadas sobre a membrana transparente que recobre o olho. Podem ser realizadas para a remoção de pterígio (carnosidade), cistos na conjuntiva ou diversos tipos de lesão conjuntival.
Principais Técnicas Cirúrgicas:
Pterígio
A intervenção cirúrgica está indicada por motivo cosmético ou funcional quando a progressão da lesão coloca em risco a visão ou quando há formação de simbléfaro limitando a mobilidade ocular. Se nenhuma destas indicações existe, é melhor tratar o pterígio clinicamente, já que a recorrência após a cirurgia é freqüentemente mais agressiva do que a lesão primária.
Existem múltiplas técnicas cirúrgicas para a remoção do pterígio, todas elas apresentando possibilidade de recidiva. Vários tratamentos para evitá-la após a cirurgia são preconizados. O mais comum é a irradiação beta com estrôncio 90 aplicado na esclera próxima ao limbo, num total de 1.000 a 1.500 rad divididos em 6 aplicações. As complicações mais freqüentes com este tratamento são: escleromalácia, afinamentos esclerais graves e mesmo endoftalmite.
Retirada de Cisto Conjuntival
Transplante Conjuntival
O transplante de conjuntiva tem se tornado um procedimento cada vez mais utilizado devido à sua comprovada eficácia para diversas situações, com baixíssimos índices de complicações. O transplante de conjuntiva pode ser acompanhado de transplante de limbo ou não, conforme o caso. Abordaremos aqui somente o transplante de conjuntiva sem o de limbo, pois este último será abordado em outro capítulo específico. Quando a patologia for unilateral e houver conjuntiva sadia no mesmo olho ou no olho contralateral, o transplante autólogo, portanto, de conjuntiva deverá ser realizado. Quando, no entanto, não houver disponibilidade de sítio conjuntival doador saudável do paciente receptor, doador HLA compatível deverá ser utilizado, sem necessidade de imunossupressão sistêmica.
