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Anel de Ferrara

       O Anel de Ferrara (Anel, implante, AF) é um dispositivo médico implantável no estroma corneano visando a regularização de deformações corneanas causadas por patologias do tecido e a correção ou diminuição de erros refracionais associados. AF é fabricado a partir do PMMA (polimetilmetacrilato), material comprovadamente inerte e biocompatível que é utilizado há décadas na fabricação de implantes intra-oculares. Ele possui as seguintes características:

· diâmetro apical variável de 5.0mm ou 6.0mm
· seção triangular com base fixa de 600 micra
· espessuras variáveis entre 100 e 350 micra em intervalos de 50 micra
· 1 ou 2 segmentos com comprimento de arcos variáveis (90º, 120º, 150º e 160º)
· 1 orifício em cada extremidade de cada segmento

Indicação

       A correta indicação para o implante do Anel de Ferrara requer uma completa avaliação das condições topográficas e paquimétricas da córnea, além de exame oftalmológico completo. Em geral, o implante do Anel de Ferrara pode ser indicado nos seguintes casos:

  • Pacientes portadores de ceratocone intolerantes a lentes de contato;
  • Paciente portadores de ceratocone em evolução;
  • Síndrome de Hartstein;
  • Astigmatismo pós ceratoplastia penetrante;
  • Ectasias corneanas istrogênicas pós cirurgias refrativas (PRK, LASIK);
  • Astigmatismo irregular pós ceratotomia radial;
  • Degeneração marginal pelúcida.

Contra-indicação

       O implante do Anel de Ferrara está contra-indicado nos seguintes casos:

  • Ceratocone avançado com ceratometria maior que 75.0 D.;
  • Ceratocone com opacidade corneana severa;
  • Hidropsia;
  • Após ceratoplastia penetrante quando o botão doador está descentrado;
  • Doença atópica severa;
  • Qualquer processo infeccioso ativo, local ou sistêmico;
  • Doença auto-imune ou imunológica;
  • Síndrome de erosão corneana recorrente;
  • Distrofia corneana.

Vantagens

       O implante do Anel de Ferrara apresenta importantes vantagens sobre outros procedimentos cirúrgicos que atuam sobre a córnea, a saber:

  • Baixo custo operacional: é realizada sob anestesia tópica, em regime ambulatorial.
  • Reversibilidade: o anel pode ser removido e a córnea retoma suas dimensões originais pré-implante.
  • Reajustabilidade: o anel pode ser substituído ou reposicionado caso necessário para melhora do resultado obtido.
  • Estabilidade: os resultados se mantêm ao longo do tempo.
  • Previsibilidade: os resultados são reprodutíveis.
  • Preserva a integridade do órgão, por tratar-se de uma técnica de adição, preservando a região nobre da córnea, que é o eixo visual.
  • Preserva a asfericidade positiva da córnea, que é uma característica óptica importante para minimizar aberrações do sistema e permitir uma melhor acuidade visual.

       Cumprida a curva de aprendizado cirúrgico, a incidência de complicações é muito baixa, em torno de 3%, estando relacionadas com hábitos do paciente, como coçar muito os olhos, o que poderá deslocar o anel de sua posição, ou quando o implante é posicionado muito próximo às incisões ou implantado superficialmente no estroma corneano. As complicações são geralmente tratáveis e reversíveis, conferindo boa segurança ao procedimento.

       Este procedimento inovador desenvolvido pioneiramente no Brasil está à sua disposição no Hospital Oftalmológico Santa Beatriz!

       Até março de 2003, foram realizados 3644 implantes de Anel de Ferrara mundialmente, sendo a casuística brasileira a maior e mais importante por reunir cerca de 3000 casos e follow-up máximo de 06 anos e 03 meses.

       Cumpre ressaltar que o Anel de Ferrara está aprovado para uso na Europa, mediante atendimento de todos os requisitos essenciais de segurança e eficácia constantes da Diretiva Médica da Comunidade Européia.

Para mais informações marque uma consulta com o
Dr. Leonardo Barbosa
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